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Quanto custa anunciar no Google Ads?

A resposta honesta é "depende" — mas dá para chegar num número. Basta fazer a conta ao contrário.

Por Avilla Business — Nova Iguaçu/RJ

Essa é a primeira pergunta de quase todo mundo, e a resposta que se ouve por aí é sempre a mesma: "depende". O problema não é a resposta — ela é verdadeira. O problema é parar nela. Depende do quê, exatamente, e como você transforma isso num número?

Por que ninguém dá um número direto

Porque o Google Ads não tem preço de tabela. É um leilão: você e seus concorrentes disputam o mesmo espaço, e o custo do clique é definido pela concorrência daquele momento, naquela busca, naquela região.

Um clique para "chaveiro 24 horas" custa muito mais que um clique para "aula de violão", porque quem procura chaveiro de madrugada tem urgência, o ticket é alto e vários concorrentes disputam. O mesmo termo pode custar o dobro em São Paulo e metade numa cidade menor.

Então qualquer pessoa que te dê um valor fixo sem perguntar seu setor, sua região e sua meta está chutando.

Os dois custos que você vai pagar

Essa separação confunde muita gente, e vale deixar clara:

1. A verba de mídia é o que vai para o Google. Você paga direto no seu cartão, na sua conta de anúncios. Esse dinheiro compra cliques.

2. A gestão é o que se paga a quem cuida das campanhas. É um valor à parte, e não sai da verba.

Cuidado com propostas do tipo "pacote de R$ 1.500 com tudo incluso" sem dizer quanto é mídia e quanto é gestão. Você tem o direito de saber, e precisa ter acesso à conta de anúncios para conferir o que foi realmente gasto.

O que define o preço do clique

  • Concorrência do termo. Advocacia, estética, seguros e planos de saúde estão entre os mais caros. Serviços de bairro costumam ser bem mais baratos.
  • Região. Grandes capitais são mais disputadas que cidades do interior.
  • Intenção da busca. "Preço de implante dentário" custa mais que "o que é implante dentário", porque quem digita o primeiro está mais perto de comprar.
  • Qualidade do anúncio e da página. O Google cobra menos de quem entrega uma experiência melhor. Anúncio relevante e página rápida e coerente reduzem seu custo real.
  • Horário e dia. A concorrência varia ao longo do dia e da semana.

O quarto item é o que mais gente ignora e o que mais dá para controlar. Mandar tráfego para uma página lenta e confusa faz você pagar mais caro pelo mesmo clique — é por isso que a qualidade da página de destino faz parte do custo da campanha.

A conta ao contrário

Em vez de perguntar "quanto devo investir", comece do resultado que você quer. São quatro perguntas:

  • 1. Quantos clientes novos você quer por mês?
  • 2. De cada 10 contatos que chegam, quantos viram cliente? É a sua taxa de fechamento. Se você nunca mediu, chute com honestidade — 2 ou 3 em 10 é comum em serviços.
  • 3. Quantos cliques são necessários para gerar um contato? Depende da sua página. Uma página boa converte em torno de 5 a 10 de cada 100 visitantes; uma página ruim fica bem abaixo disso.
  • 4. Quanto custa o clique no seu setor? Dá para estimar com o planejador de palavras-chave do Google, que é gratuito.

Um exemplo com números

Os valores abaixo são hipotéticos, só para mostrar o raciocínio. Os seus serão diferentes.

Suponha que você queira 10 clientes novos por mês e feche 3 de cada 10 contatos. Você precisa de cerca de 33 contatos.

Se sua página converte 5% dos visitantes em contato, são necessários cerca de 660 cliques.

Se o clique custar R$ 3,00, a verba de mídia fica em torno de R$ 2.000 por mês.

Agora o teste que importa: se cada cliente te deixa R$ 800 de margem, 10 clientes são R$ 8.000 para uma mídia de R$ 2.000. Faz sentido. Se cada cliente deixa R$ 150, são R$ 1.500 para gastar R$ 2.000 — não faz, e nenhum gestor de tráfego conserta isso.

É por isso que a conta começa pela sua margem, não pelo anúncio.

Existe um investimento mínimo?

Tecnicamente não: o Google aceita orçamentos baixos. Na prática, sim — e o motivo não é ganância de agência.

Campanhas precisam de volume de dados para o Google aprender quem converte. Com pouquíssimos cliques por dia, a campanha nunca sai da fase de aprendizado, os resultados ficam instáveis e qualquer conclusão que você tire dos números é ruído.

Uma referência prática: o orçamento diário precisa comportar, no mínimo, alguns cliques por dia no seu setor. Se um clique custa R$ 5 e você investe R$ 10 por dia, são dois cliques — não dá para aprender nada com isso.

Se o seu orçamento é apertado, quase sempre vale começar por onde não se paga clique: arrumar o Perfil da Empresa no Google, que é gratuito e costuma ser a fonte de contato mais subaproveitada.

Três erros que encarecem tudo

  • Não usar palavras negativas. Sem elas você paga por cliques de quem procurava "curso de", "grátis", "como fazer" ou o nome de um concorrente. É o desperdício mais comum e o mais fácil de evitar.
  • Não configurar conversões. Sem medir quem virou contato, o Google não tem como otimizar e você não tem como avaliar. Você só vê cliques, e clique não paga conta.
  • Mandar todo mundo para a home. Quem pesquisou um serviço específico precisa cair numa página sobre aquele serviço. Jogar todo o tráfego na página inicial derruba a conversão e encarece cada contato.

Em resumo

Não existe preço de tabela no Google Ads: o clique é leiloado e varia por setor, região e intenção de busca. Para chegar ao seu número, faça a conta ao contrário — meta de clientes → taxa de fechamento → contatos necessários → taxa de conversão da página → cliques necessários → custo do clique. E confira sempre se o resultado cabe na sua margem. Se não couber, o problema não é a campanha.

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